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GRUPO ZEN PORTO

«O zen, zazen, é como a água viva que se renova sem cessar e que jorra sempre fresca. Renova-se a todo o instante» Dogen [séc XIII]

«A nossa expiração é a do universo inteiro; a nossa inspiração é a do universo inteiro; em cada instante, realizamos assim a grande obra ilimitada.

Possuir este estado de espírito, é eliminar toda a infelicidade e engendrar a felicidade absoluta.»

                                                                                                          Kodo Sawaki
Destaques / O que é o zen      Imprensa
 
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Prática do Budismo Zen (zazen):
 
«Lótus e Lírios»
Largo Alexandre Sá Pinto,
44 - A2      *** PORTO
(à Esc.I.D.Henrique - Pç Galiza)
 
 Horários:
 
Domingo   11:00 - 12:00
Terça          19:30 - 20:30
Quarta      19:00 - 20:00
 
Se for feriado, 
não haverá sessão
 
Sessões interrompidas durante
Agosto, retomando em Setembro
 
 
Preço por sessão: € 3.50
 
Contactos:
917 496 580
229 412 775
 
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«Se alguém te perguntar o que é o verdadeiro Zen, não abras a boca para explicar. Expõe todos os aspectos da postura de zazen. Então o vento da Primavera soprará e desabrochará a maravilhosa flor da ameixeira.» 
                          - Dogen
 
 
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REPORTAGEM sobre a prática do Zen,
com o GRUPO ZEN PORTO
 
(excertos «Público», «Fugas», 16/Maio/2009, texto de Mariana Pinto)

 

(…) Vamos ao essencial: o que é o Zen? «Essencialmente, é a prática de uma postura, o zazen», explica Yves Crettaz, responsável do dojo Zen de Lisboa. «O nosso espírito pressiona-nos a pensar, continuamente. A fugir do momento presente. A prática do zazen é voltar da agitação do corpo e do espírito a uma tranquilidade profunda que é a noção da verdadeira natureza», acrescenta.

Dedicação e tempo são palavras-chave para quem quer praticar. E é possível no estilo de vida ocidental? «A vida moderna é cada vez mais descartável. O Zen exige paciência e perseverança. É preciso vencer obstáculos e é difícil», admite Maria Eugénia Abrunhosa, responsável pelo Grupo Zen Porto.

(…) Voltemos à definição: « O zen é o zazen, mas é muito mais do que isso». Yves Crettaz explicita: «Por exemplo, eu pratico todos os dias uma hora e tal de Zen, mas o mais difícil são as restantes 23 horas. Preparar o chá, tomar o chá, almoçar, a maneira de falar, de dormir- são todas actividades que devem ser contaminadas pelo Zen», acrescenta.

«O budismo Zen foi uma pacificação da minha vida perante as turbulências, sofrimentos e emoções» (Eugénia Abrunhosa).

 
 
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ENTREVISTA A RAPHAEL DOKO TRIET
 

(in «Notícias Magazine»; 21/Outubro/2007, texto de Sarah Adamopoulos - excertos)

 
Que conhecimento tinham os ocidentais do Zen na altura?
ou seja, quando o Mestre Zen japonês Taisen Deshimaru, a pedido do seu Mestre, Kodo Sawaki, lhe disse para ir para a Europa levar a semente do Zen. Taisen Deshimaru, toma o transiberiano e sem um tostão no bolso chega a Paris. Tinha 52 anos e corria o ano de 1967).

   .O Zen era já na época conhecido no Ocidente, nomeadamente em França e na Alemanha, mas também nos Estados Unidos. Os poetas (como Ginsberg, que traduziu haikus) também conheciam o Zen. Os europeus conheciam portanto algumas coisas do zen, caso ainda dos jardins Zen, e das flores, do ikebana. Mas a prática do zazen era ainda desconhecida. E Deshimaru chegou e disse que o Zen era antes de mais a postura.E isso foi uma revolução. No princípio não teve grande sucesso, as pessoas olhavam com desconfiança para aquilo, não entendiam. De tal forma que Deshimaru considerou regressar ao Japão. Mas um dia, num domingo, foi convidado pela sua secretária para ir fazer um pic-nic no campo. Não aceitou, disse que estava cansado e que preferia ficar em casa a trabalhar. E nesse dia essa mulher morreu num acidente de carro. Ela tinha uma fé colossal no trabalho de Deshimaru, e por reconhecimento para com ela ele decidiu ficar. A partir desse momento as coisas começaram a correr muito bem.(…). Deshimaru criou perto de duzentos dojos por toda a Europa.(…).

 
De todas as ideias do budismo, que são aliás muito sedutoras, algumas mesmo extraordinárias, há uma que é particularmente difícil para os não-crentes: a da reencarnação.

   .Temos no zen uma posição diferente das restantes escolas búdicas. O Buda nunca se pronunciou sobre a reencarnação. Foi só depois que essa teoria foi desenvolvida nomeadamente pela escola tibetana à semelhança de outras escolas do sudoeste asiático. No budismo zen não negamos a reencarnação, mas a verdade é que até à data ninguém voltou para nos falar dessa experiência. Há uma maneira mais pragmática e mais profunda de falar da reencarnação. Por exemplo: tudo o que não concluirmos hoje ser-nos-á apresentado amanhã. (…).A reencarnação é isso, um instante que não é completamente cumprido e que se nos apresenta mais à frente, ou seja, que é reencarnado noutro instante. Na prática Zen cada instante deve ser cumprido na sua integralidade. Sermos completamente o que somos, aqui e agora.(…). Acontece que a maior parte das pessoas vive desconcentrada do que está a fazer em cada instante, pensando noutras coisas, e isso acaba por formar uma linha errante, sem direcção. O Zen centra-se aqui e agora.(…).

 
Pensando no budismo Zen (…) quais são as dificuldades que pode encontrar o budismo Zen na sociedade ocidental actual?

   . Nenhuma. Porque o budismo não tem uma vocação proselitista.(…). Foi feita há uns anos uma sondagem em França que revelou aí haver cerca de cinco milhões de simpatizantes do budismo. Ou seja, cinco milhões de pessoas que foram tocadas pelos valores do budismo: tolerância, liberdade, aceitação do outro.