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Prática do Budismo Zen (zazen):
«Lótus e Lírios»
Largo Alexandre Sá Pinto,
44 - A2 *** PORTO
(à Esc.I.D.Henrique - Pç Galiza)
Horários:
Domingo 11:00 - 12:00
Terça 19:30 - 20:30
Se for feriado,
não haverá sessão
Sessões interrompidas durante
Agosto, retomando em Setembro
Preço por sessão: € 3.50
Contactos:
917 496 580
229 412 775
«Se alguém te perguntar o que é o verdadeiro Zen, não abras a boca para explicar. Expõe todos os aspectos da postura de zazen. Então o vento da Primavera soprará e desabrochará a maravilhosa flor da ameixeira.»
- Dogen
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Trajecto para o local (pode clicar sobre a imagem, e fazer "guardar imagem como..."):
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O QUE É O ZEN?
«Se alguém te perguntar o que é o verdadeiro Zen, não abras a boca para explicar. Expõe todos os aspectos da postura de zazen. Então o vento da Primavera soprará e desabrochará a maravilhosa flor da ameixeira.» Dogen
O Budismo Zen é conhecido no Ocidente desde o início do século XX, através das artes marciais, da cerimónia do chá, dos arranjos florais e dos jardins Zen japoneses. A profundidade da sua filosofia e a pureza da sua estética cativaram os meios artísticos e intelectuais ocidentais, mas o verdadeiro conhecimento do Budismo Zen tem que passar pela prática do Zen.
O Budismo Zen, a prática de Buda, é zazen. Retoma-se, assim, a postura de Buda, que há mais de 2500 anos atingiu a Iluminação.
Assim, o Budismo Zen foi transmitido, no decorrer dos séculos, de mestre a discípulo, directamente, sem interrupção, para além da linguagem verbal, i shin den shin (da minha mão quente à tua mão quente, do meu coração ao teu coração), constituindo a linhagem do Zen.
Assim, se não praticarmos Zazen, nunca conheceremos o que é o Budismo Zen.
ZAZEN
Zazen consiste em sentar-se silenciosamente sobre um zafu (almofada redonda, cuja espessura varia consoante a flexibilidade do corpo de cada um), sem se mexer, concentrando-se na postura do corpo e na respiração, sem agarrar ou rejeitar os pensamentos ou sentimentos que apareçam.
Quanto mais se pratica zazen, mais se compreende com todas as fibras do corpo que os pensamentos vêm e vão e não são assim tão importantes. Sentimos que existe uma consciência intuitiva, original e universal, radicalmente diferente da consciência pessoal, dualista.
Importante praticar em conjunto, num dojo (lugar da prática do Budismo Zen), pois a prática solitária é individualista.
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A postura do corpo
Posição das pernas. Na medida do possível, as pernas deverão estar colocadas na posição de lótus ou meio-lótus. O importante é que os joelhos pressionem firmemente o chão.
Posição da bacia. É a chave da postura correcta. A bacia deve estar basculada para a frente, de modo que a base do corpo se apoie sobre a terra e que o alto se eleve para o céu. O assento está incluído num triângulo definido pelos joelhos e pela zona entre o ânus e o sexo.
Posição do dorso. O equilíbrio da coluna vertebral parte da quinta vértebra lombar, a primeira vértebra móvel logo acima daquelas que estão soldadas entre si, no cóccix. O dorso fica direito, não pende nem para a frente nem para trás, nem tão pouco para os lados. Os ombros ficam distendidos.
Ventre. O ventre, em particular a parte situada abaixo do umbigo e a caixa torácica, ficam relaxados.
Cabeça. A cabeça, bem direita, fica no prolongamento da coluna vertebral. A nuca fica esticada e o queixo recolhido. A boca fica fechada, a ponta da língua repousando contra o palato. Os olhos ficam semi-abertos, o olhar caindo naturalmente para diante, num ângulo de cerca de 45º, sem nada fixar em particular.
Antebraços e mãos. Os punhos ficam colocados sobre o alto das coxas. Os dedos da mão esquerda sobre os da mão direita, as palmas viradas para cima, os polegares, mais elevados, no prolongamento um do outro, num contacto firme mas ligeiro. O cutelo das mãos tocando o abdómen.
A respiração
Durante o zazen, respira-se pelo nariz e não pela boca. Concentra-se especialmente sobre a expiração, longa, profunda e totalmente silenciosa. A inspiração, mais curta, acontece naturalmente. Durante a expiração, a energia concentra-se no hara (zona de energia situada abaixo do umbigo).
A atitude do espírito
Do mesmo modo que a respiração correcta só pode surgir de uma posição correcta, a atitude do espírito emana naturalmente da concentração sobre a postura e a respiração.
Durante o zazen não se concentra a mente sobre um objecto (representação divina, mandala, koan…). Não se procura tão pouco "fazer o vazio" Deixa-se simplesmente passar os pensamentos, os fantasmas, os pensamentos, sem os agarrar nem rejeitar, como as nuvens que passam no céu.
Uma frase célebre resume perfeitamente a atitude da mente durante o zazen: Quando a mente não repousa sobre nada, então aparece o verdadeiro espírito.
Este verdadeiro espírito não é já limitado por aquilo por aquilo ao qual ele se prendia. Torna-se então livre, podendo abrir-se sem limites e harmonizar-se com a mente universal.
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